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10/10/2018

Lisboa, 10 de outubro de 2018 – Luísa Teixeira Santos, investigadora do Centro de Investigação Farmocológica e de Inovação Medicamentosa da Universidade do Porto (MedInUP), é a grande vencedora da edição 2018 da Bolsa para Jovens Investigadores em Dor, atribuída pela Fundação Grünenthal.

O projeto “Disfunção oxidativa e neuroinflamação como alvos terapêuticos na dor neuropática: mediadores de pró-resolução da inflamação”, pretende avaliar a utilização da Maresina 1 (MaR1), um mediador especializado de pró-resolução da inflamação, enquanto possível estratégia terapêutica para a dor neuropática, tendo em conta o conhecimento atual relativo ao papel da neuroinflamação e da disfunção redox no desenvolvimento desta patologia. Deste modo, é possível aprofundar o conhecimento sobre a complexa rede de interações subjacente a esta patologia, contribuindo para a identificação de alvos terapêuticos relevantes e o desenvolvimento de novas estratégias farmacológicas eficazes.

Segundo Luísa Teixeira Santos, “a busca de estratégias terapêuticas novas e mais eficazes para o tratamento da dor neuropática continua a ser necessária, uma vez que as opções atualmente disponíveis são ainda insuficientes e/ou inadequadas. Tanto a neuroinflamação como a disfunção oxidativa estão envolvidas de forma crucial na fisiopatologia desta condição.

A investigadora acrescenta ainda que “existe uma relação recíproca entre a sinalização nitroxidativa e inflamatória que está na génese da sensibilização periférica e central e, consequentemente, da dor crónica/patológica. Inibir a ação da oxidase do NADPH (NOX) — nomeadamente das suas isoformas 2 e 4 — parece reduzir o desenvolvimento de dor neuropática. Também o tratamento com mediadores especializados de pró-resolução (SPM) exógenos tem vindo a demonstrar efeitos benéficos em diferentes modelos de dor neuropática, representando uma mudança conceptual relativamente aos tratamentos tradicionais.”

No valor de 10 mil euros, a Bolsa para Jovens Investigadores em Dor destina-se a apoiar a realização de trabalhos de investigação relacionados com a temática da dor e é, este ano, atribuída a projetos de investigação básica. Para avaliação dos projetos são considerados critérios como o âmbito do projeto, a pertinência e a originalidade da pergunta de investigação, incluindo a importância e possíveis repercussões científicas e sociais do projeto em si, assim como a qualidade do plano de investigação.

O projeto foi apresentado no Colóquio Fundação Grünenthal, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Maria João Serra

ATREVIA Lisboa


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