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Prémio de Jornalismo na área da DOR -
8ª Edição, 2018/2019

Preâmbulo

De acordo com a International Association for the Study of Pain, a dor é uma experiência multidimensional desagradável, envolvendo não só uma componente sensorial mas também uma componente emocional, e que se associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão.

A dor crónica é geralmente definida como uma dor persistente ou recorrente durante pelo menos 3- 6 meses, que muitas vezes persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem, ou que existe sem lesão aparente. No campo da saúde mental, a dor crónica provoca frequentemente insónias, ansiedade, depressão, podendo mesmo levar ao suicídio. Atualmente devemos encarar a dor crónica não apenas como um sintoma mas, muitas vezes, como uma doença por si só, com enormes repercussões sobre o indivíduo e a sociedade pelo sofrimento e custos sócio-económicos que lhe estão associados.

As condições típicas de dor crónica são a dor oncológica, as lombalgias, a osteoartrose, a artrite reumatóide, a fibromialgia, a dor orofacial, o síndrome de pernas inquietas, a perturbação de stress pós-traumático, a dor fantasma, a neuropatia periférica da diabetes, a algia pós-acidente vascular cerebral, a nevralgia pós-herpética, a dor visceral (ex. a pancreatite crónica) entre outras.

Ao contrário da dor crónica, a dor aguda é de duração limitada, funciona como um sinal de alarme, e diminui com o fim da lesão. Neste contexto, é um sintoma muito importante para o diagnóstico de várias doenças, sendo a principal causa de procura de cuidados de saúde pela população em geral.

São exemplos de dor aguda: a dor dentária, a dor abdominal (ex. apendicite aguda, pancreatite aguda, litíase renal e vesicular), os traumatismos (ex. fraturas), a dor pós-operatória, a dor associada ao trabalho de parto.